quarta-feira, 25 de julho de 2012


Ela tinha sonhos, mas sonhava como as crianças pois tinha no seu mundo encantado bons motivos pra não alcançar a realidade. Se pudesse escolher, pediria ao mundo pra que nunca lhe tirassem da sua doce infância, onde tudo era bem mais leve, porque pra aquela moça ainda tão frágil a vida bem que podia ser do seu jeito. Sempre quis ser uma princesa que no final vivia um "feliz pra sempre". Mas ela era uma mulher, sim, dessas com corpo envelhecido, com face envelhecida, mas ainda tinha alma de criança e no seu envelhecimento só pedia a todos que olhassem pros seus olhos medrosos. Quantas coisas aquela moça temia. Tinha medo do escuro, de ficar sozinha, tinha medo de perdas, de adeus, e nunca desejou a distância. Talvez ela tivesse nascido com alma pobre, o pouco que o mundo podia lhe dar lhe seria muito mais agradavel do que as mazelas das grandes coisas. Como quis aquela moça dormir os sonos dos mortais e fazer dos sonhos sua vida e da realidade, ah e da realidade ela preferia esquecer.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Daqui, começo a me reorganizar

       De repente, o homem tão familiar que está na frente dela, no outro canto daquele lugar se transforme num desconhecido. Em um piscar de olhos, dias de convivência parecem que se apagam completamente, como se alguém maior que eles pegasse uma enorme borracha e fosse apagando aquele album de fotos das suas memórias. O rosto do outro lhe lembra alguém que um dia você conheceu, mas sei lá, parece que não é a mesma pessoa. Crê que se já houvesse no mundo clones ou aquela pessoa tivesse um irmão gêmeo concerteza seria isso. Há um mal-estar recíproco, mas de natureza diferente, tão diferente.

    Na verdade, ambos sabiam bem quem estava a sua frente, bem até demais. Eles sabiam que haviam tantas promessas que parecem que nãoserão cumpridas, na verdade, as promessas agora são outras. Ele acreditava que a realidade que seus olhos viam não condiziam com o que se prometia. Mas é que se houvesse uma máquina, algo que fosse capaz de traduzir a alma daquela mulher, daquele homem, aí talvez eles pudessem compreender. Naquele instante, porém, acreditavam que as palavras eram, por mais uma vez, frias como aquela noite.

     Por que é que naquele e nesse instante aquela mulher tentava tanto insistir no tempo?  Porque é da natureza humana. Porque é da inevitável e desumana natureza humana. Então é isso. FIM! Como carrascos usam de palavras que nunca diriam um ao outro e mal percebem que não se pode atravessar mais uma ponte que foi queimada. Até acharam que aquela grande borracha teria funcionado, mas sem querer assumir, ela denuncia: NADA FOI APAGADO, assume que não é o mesmo sol, o mesmo vento nem o mesmo fim de tarde. Tentando salvar algo os dois lados já assumiram que vai ser díficil, mas a vida contínua.

Não se têm mais o que fazer e agora os dois se olham. Há uma dor contínua dentro deles, uma tristeza entregue no olhar, dois corações vazios porque eles sabem que haveria de ser pra vigorar. E a vida segue assim, imperfeita. Eu daqui começo a reorganizar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A indiferença

Sempre apreciei essa frase: "o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença" enfim, encontrei seu texto de origem e me senti bem à vontade pra compartilha-lo


" O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor...Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada."

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Obrigada !

Pai, o Senhor pode me ouvir? Estou falando baixinho pra que ninguém mais saiba dos meus medos, só o Senhor. Pai, hoje eu queria tanto te ouvir, já estou te sentindo tocar o meu coração e preparar a minha cama, mas como gostaria de ouvi-lo. Vamos ter uma conversa franca? Deixa de lado o teu ar de Pai, o teu jeito de esconder as piores dores e me dar em doses pequenas, põe logo ela pra fora. Own meu Pai, como quero te agradecer, te agradecer por todas as maravilhas que me deste, por me recompensares sempre por toda a minha entrega e dedicação, sei o quanto tens feito por mim, o quanto tens me dado e eu te agradeço. Quanta coisa linda tenho visto, como tem me posto sempre diante ao sol, como tens feito ele queimar minha pele e como eu te agradeço pela chuva que esconde as minhas lágrimas. Eu também te agradeço por esta birrenta que vive em minha casa, por ela me gritar, enlouquecer, como eu a amo Pai. E aos meus pequenos, dai a eles a alegria que eles me trazem. E obrigada também por ele, sim, por ele, por apesar de tudo ser ele, neste agora e não sei se no depois, mas principalmente pelo agora. Obrigada pelas pessoas que entraram na minha vida e permaneceram, por aquelas que entraram e já se foram, principalmente por estas. Pai, quero me deitar e sentir todo o teu amor, este amor que tens por mim e se não houvesse esse amor ó Senhor, eu sei o quanto eu estaria só. Obrigada paizinho, obrigada!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O melhor é ir devagar!


 
Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: tudo pode começar ou terminar, na palavra que  escolhemos dizer. É simples!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Não importa, FAÇA!

O que quer que você faça na vida será insignificante,
mas é muito importante que você faça porque ninguém mais irá fazer.
É como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz:  
VOCÊ AINDA NÃO ESTÁ PREPARADO
Mas a outra metade diz: FAÇA ELA SER SUA PRA SEMPRE! 
Queridos, um dia me perguntaram o que eu diriai se soubesse que 
ele pode me ouvir mesmo sem estar por perto. 
Hoje eu sei a resposta! EU TE AMO ♥