quarta-feira, 25 de julho de 2012
Ela tinha sonhos, mas sonhava como as crianças pois tinha no seu mundo encantado bons motivos pra não alcançar a realidade. Se pudesse escolher, pediria ao mundo pra que nunca lhe tirassem da sua doce infância, onde tudo era bem mais leve, porque pra aquela moça ainda tão frágil a vida bem que podia ser do seu jeito. Sempre quis ser uma princesa que no final vivia um "feliz pra sempre". Mas ela era uma mulher, sim, dessas com corpo envelhecido, com face envelhecida, mas ainda tinha alma de criança e no seu envelhecimento só pedia a todos que olhassem pros seus olhos medrosos. Quantas coisas aquela moça temia. Tinha medo do escuro, de ficar sozinha, tinha medo de perdas, de adeus, e nunca desejou a distância. Talvez ela tivesse nascido com alma pobre, o pouco que o mundo podia lhe dar lhe seria muito mais agradavel do que as mazelas das grandes coisas. Como quis aquela moça dormir os sonos dos mortais e fazer dos sonhos sua vida e da realidade, ah e da realidade ela preferia esquecer.
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