sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pela metade!

Não existem palavras que possam expressar o que tenho sentido desde a manhã deste dia estupidamente horrível. Certamente, tenho odiado esta cidade! Acordo cedo, me arrumo pra nada nem pra ninguém; saio de casa para o cursinho junto a meu pai, malmente trocamos poucas palavras – e hoje menos ainda. Pego um trânsito lento e o tempo parece não querer passar. Ao me aproximar do Iguatemi, pego minha bolsa, meus livros e dou adeus ao meu pai. Atravesso uma faixa, espero o sinal, e atravesso mais duas! Hoje, um mau elemento, fruto de uma sociedade desigual e capitalista que ensina a esses frutos da maldade que devem possuir o que não podem, me abordou. Teve a coragem de me chamar de “amiga”, nunca nos vimos, nunca nos falamos, será que algum dia ele soube o significado da amizade? Uma pausa para esse momento. Tenho sentido muito a falta da minha Di, tenho sentido a falta dela como nunca antes, nunca pude imaginar as nossas vidas tão separadas, tão distantes, nunca fomos assim, nem quando brigávamos. Acabei de ler uma carta que ela me deu antes de eu vim pra cá; a relação que possuímos, é realmente a AMIZADE. Voltando àquele largo em frente ao Iguatemi. Aquele rapaz de blusa branca, boné branco, com aquela Kenner horrível no pé, pediu o meu aparelho. Que duvida eu sentir, que raiva, eu teria que escolher entre o celular que eu falaria com o meu amor, que toucaríamos palavras carinhosas e ele me transmitiria um pouco de paz á minha tarde e á minha noite por aquele que meu pai tinha me dado na noite anterior, com ele faria com minha mãe, minha irmã e com meu pai. Tive que optar por entregar o da claro e até me sentir feliz por ter tido a oportunidade de escolher. Ele dizendo estar armado e ameaçando estourar a minha cabeça se algo eu fizesse. Passa o dinheiro! Eu só tenho R$5 reais. Fica, é o da passagem! Que bonzinho. Hipócrita, bandido, ladrão de esperanças. Ele pareceu levar toda a minha dignidade, pareceu levar a pouca ilusão que me restava que um dia eu ficaria bem por aqui. Queria muito voltar pra casa hoje, queria muito olhar a ingenuidade da minha irmã e sentir o amor do meu Lu, a segurança da minha casa. Como meu pai reagiria se caso dissesse isso, prefiro aguardar e esperar pelo dia tenso e frustrante de amanhã. Não vejo a hora de chegar sábado

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